PÁSSARO DO AGRESTE...Por um homem que ama sua terra e traduz com amor e arte. Onde passagens fazem parte de seu inconsciente, e manipula, interpreta, com visão e ângulo diferente. Que faz da intensidade da luz um momento, que acolhe as formas agressivas, em um frescor da manhã, ou o tórrido calor das tardes com o sol calcinante. Como um lirismo colorido dos pássaros, transcritos em telas, em visões. Agora, sentida, abstrata, relembrada em tecidos que se sobrepõem como aquarelas, onde a arte possa ser pegada ou sobressaídas de um plano, dando leveza e transparência, assimiladas com geometria e embaladas ao sons orquestrais. A coleção permite a visualização de um espaço sertanejo translúcidos em cores e formas, visto pelo pássaro, mostrando seu interesse em sua própria cultura ou personalidade. Os looks mostram todo o ar romântico da obra, sua cartela de cores é o próprio pássaro. O ar alaranjado do sol, com o chão do sertão, reluz a sombra e a vista do Agreste. A matéria-prima vem pensando nas texturas e flexibilidade dos tecidos onde tudo se transpassa. Em que figuras ossudas, de cortes rasos e secos sob nuances de calor, como disfarces contra a realidade dos sertões, ou assim, como um pássaro do agreste...
“Talvez por ser assim tão violento o sol, tão áspera a terra, tão cruel a seca, tão devastadora as enchentes, tão pobre o homem em chão rico, talvez para compensar tanta dificuldade a enfrentar e a vencer, da sofrida (não, porém, vencida) humanidade do Nordeste nascem os grandes criadores, os poetas, os romancistas, os músicos, os pintores. Nasce Aldemir Martins, mas do que nordeste, o próprio Nordeste”. Jorge Amado
olá amigos acabei de fazer meu blog a vários pedidos agora estarei mais próximos de vcs, aqui poderei falar mais sobre mim e o q ando fazendo, aqui tbm mostrarei para vcs meus trabalhos e algumas coisas que gosto de fazer e ver.
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